terça-feira, 30 de novembro de 2010

Perfeição existe?

“Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo.” Confúcio

A busca pela estética perfeita é algo que estamos cansados de ouvir e presenciar. Em todos os lugares por onde passamos, mulheres retocam a maquiagem, mexem no cabelo para arrumar, ajeitam a roupa, falam que precisam emagrecer, tudo para ficarem conforme o padrão estabelecido. Mas que padrão é esse?
Ninguém sabe ao certo, só sabemos que ele é capaz de influenciar nas escolhas que elas fazem. Desde a cor do cabelo até no tamanho do manequim. A questão é: se esse padrão deveria ser seguido na íntegra, por que ele muda de tempo em tempo? Uma hora é a vez dos cabelos lisos, outra dos cabelos crespos, vez das roupas coloridas, outra vez das discretas. Na cabeça da mulherada gera um conflito, pois nem elas mais sabem no que ter como referência.
A maioria escolhem as atrizes da grande mídia como base, pois essas são bem visíveis na sociedade e todos os homens aprovam tais beldades. Outras preferem os exemplos da infância, suas bonecas. E uma minoria, continua na mesma “vidinha”, ou melhor, aceitam a realidade e são felizes.
Alcançar a perfeição é algo muito difícil, requer tempo e dinheiro. Isso gera um grande problema, pois aquelas que não atingem ao padrão, acabam ficando frustadas e muitas vezes doentes. 
Segundo pesquisas realizadas no Brasil: 69% das mulheres com transtornos alimentares tinham diagnóstico de bulimia nervosa e 27,7% de anorexia nervosa. Os métodos para a perda de peso eram: indução de vômito em 80,9%, uso de diurético em 36,2%, uso de laxantes em 74,5% e uso de inibidores de apetite em 55,3%. No total de sujeitos analisados, 42,6% faziam exercício de forma excessiva, onde as taxas para bulimia e anorexia eram de 75% e 61,5%, respectivamente. Entre as razões para a prática de exercício, 63% relataram ser para perder peso, 60,5% para manter ou melhorar a forma física e apenas 26,3% para manter ou melhorar a saúde. Preocupações com peso e imagem corporal precederam o início das atividades físicas.
Agora pergunto, para que tudo isso? Desde quando um corpo é perfeito se está doente? Essa busca deve acabar. Mas quem vai apoiar? Afinal, todos estão inseridos nas Indústrias da Beleza, Estética e da Moda. Principalmente a mídia, que tinha o dever de informar e ajudar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sexo na TV



Ao ligar a televisão as pessoas estão sujeitas a assistir qualquer tipo de conteúdo, elas podem até escolher o canal preferido, mas uma coisa que não conseguem se livrar é da Indústria do Sexo. Pois essa está presente em todos os lugares. 
Sutilmente, ou diretamente, todos os telespectadores já presenciaram ou ainda assistirão alguma cena de sexo, ou algo que lembra esse tipo de conteúdo na telinha. Nem precisa ser durante o programa favorito, como também nos intervalos.
As novelas das oito (que começa depois das 21:00), é a prova de que em cada cena, de alguma forma, é inserida algo erótico ou sensual. O simples fato de ela passar em outro horário, que antes era às oito, mostra que alguma coisa está errada. O Governo tem controle dos possíveis conteúdos que passarão. Logo, se tiver algo impróprio para o público infantil, deve ser adiado o horário. As pessoas que assistem novelas, são as vítimas desse tipo de conteúdo. Porém, se elas veem é porque gostam, ou porque procuram por isso. Então, o sexo na mídia não é algo imposto, mas sim aceito pela sociedade. Pois se elas não quisessem, não apareceria com tanta frequência.  
A sociedade e a mídia fazem uma parceria nesse aspecto. Pois quanto mais a Indústria do Sexo produz conteúdo na mídia, mais a população consome e o índice de audiência aumenta. O jornalista José San Martin fala que: “A natureza humana decaída sempre desejará mais concessões. Vai querer sempre mais do pior que puder alcançar. O ser humano rebelado contra os princípios do Criador vai invariavelmente desejar agradar a si mesmo e nunca a Deus. Assim, de abismo em abismo, todas as instâncias sociais vão sendo cooptadas, a exemplo do atual governo com militantes liberais infiltrados em toda sua estrutura.”
O sexo na TV só existe porque as pessoas buscam por isso.

O Consumismo nos domina

Por que comprar? O que irei comprar? Quando vou comprar? Como vou pagar? Meu carro, minha casa, minhas roupas, a comida, livros e  sapatos. Essas são algumas dúvidas que surgem cada vez que vemos alguma propaganda na televisão, na revista, na internet ou no outdoor.

O motivo por querer consumir, está vinculado com o psicológico de cada pessoa, uma necessidade de querer aparecer, “é preciso ter, para parecer”. Não é mais necessário “ser” alguém, ou ter uma profissão para ser reconhecido. Hoje, basta possuir algo para se dizer quem você é, ou a que grupo pertence. O valor das mercadorias que consumimos está impregnado na sua utilidade. Porém, essa necessidade criamos em nossa mente, pois de fato, ela não existe. 
O teórico da comunicação, Eugênio Bucci, já dizia  em seu livro, Espetáculo e a Mercadoria como Signo,  que o capitalismo tem sua mercadoria antes na imagem da coisa do que na coisa corpórea. O autor queria dizer que, a imagem do objeto (coisa) é o que faz a mercadoria circular, pois estimula a necessidade do produto através da sua própria imagem. Exemplo disso é o McDonald’s. Você não vai comer um BigMac, porque está com vontade de comer um sanduíche, mas comerá, porque ele é do McDonald’s. A marca (imagem) vale mais que o próprio produto.

A mídia tem grande parte nisso, pois é através dos seus canais de transmissão que as pessoas descobrem a existência de novos produtos para consumir. A indústria capitalista cria no imaginário das pessoas necessidades individuais. Atualmente, ela não precisa mais criar coisas palpáveis, basta dedicar-se a produzir um efeito no subconsciente da população consumista. Assim, as pessoas passarão a comprar cada vez mais.
Ao andar pelas ruas e ver as vitrines, você sente a necessidade de que aquilo realmente precisa estar em seu guarda-roupa, na sua sala, ou na cozinha. Mas esquece, que já possui outro objeto que tem as mesmas utilidades, porém a diferença é a cor ou modelo. No entanto, você faz de tudo para comprar, mesmo que custe o salário do mês inteiro. Afinal, o que você possui mostra quem você é.
Talvez a necessidade de querer ser outra pessoa, seja pela busca da aceitação da sociedade de consumo e espetáculo. Os quinze minutinhos de fama é o que todos querem. Mas para isso, é preciso comprar e investir no exterior do seu corpo. Muitos só se preocupam com a beleza e acabam se esquecendo da parte intelectual. Que é a única coisa que pode livrá-lo dessa sociedade consumidora. É preciso refletir e analisar cada propaganda que assiste para conseguir sair desse consumismo. Mas, se esse indivíduo só pensa em seu exterior e naquilo que possui, nunca terá condições suficiente para fazer o análise dos conteúdos midiáticos. Viverá inserido nessa sociedade supérflua sem controle da situação.

domingo, 28 de novembro de 2010

O domínio da Cultura está nas mãos de poucos

A informação e o entretenimento estão sob o controle dos conglomerados midiáticos. Cerca de 90% desses conteúdos são de 7 - 9 empresas no mundo, como a General Eletric, Walt Disney, Time Warner, Vivendi Universal e a Sony. No Brasil não é diferente. Os grupos como Globo, Abril, RBS e Bandeirantes concentram todas as notícias e entretenimento. 
O problema é que, isso impede a pluralidade de vozes, que é a essência da democracia. A única coisa que salva dessa situação é a concorrência entre eles mesmos. Somente assim, os brasileiros terão um conteúdo um pouco mais qualificado e diversificado.
A cultura é dominada e repassada conforme eles querem. Logo, as pessoas acabam seguindo as tendências que os conglomerados apresentam. Pois não existe outra forma da população ver o outro “lado da moeda”. Logo, o imperialismo cultural predomina, e todos seguem as tendências sem mais questionar. Pois para eles, está bom do jeito que está. Para que melhorar algo que aparentemente está dando certo?
Entretanto, boa parte do conteúdo veiculado no Brasil possui ideologias de outros países. Pois os grupos midiáticos pertencem à famílias de origem estrangeiras. Consequentemente, a cultura dos países aqui representados por elas, predominará nos meios de comunicação. E a cultura do brasileiro ficaria em segundo plano. 
Eis que surge uma questão, será que a cultura do atual brasileiro é mesmo do Brasil? Ou já englobou vestígios de outras mais forte, ou melhor, outras com maior influência econômica e política? Afinal, o que se passa na televisão, vem dos nossos vizinhos.